De uma maneira bastante simplista, o estopim da Revolução Francesa que marcou a derrocada do Antigo Regime na França de Luís XVI foi a tentativa de aumentar os tributos que uma população já sufocada tinha de pagar para sustentar um Estado que, no mínimo, administrava mal os seus gastos.
Muito sangue e cabeças depois, será que cabe um paralelo com o Brasil do século XXI? Para mim, já temos tudo. Só faltam os franceses…
“Se non avessi più te,
meglio morire,
perché questo silenzio
che nasce intorno a me se manchi tu
mi fa sentire
solo come un fiume che va verso la fine,
questo devi sapere.
“Da queste mie parole
puoi capire quanto ti amo.
Ti amo per sempre
come nessuno al mondo ha amato mai,
ed io lo so che non mi lascerai,
no, non puoi…
“Io posso darti, lo sai, solo l’amore,
posso amarti per sempre.
“Ma come il fiume che va
io troverei la fine se non avessi più te.”
—
Em uma tradução livre (embora eu odeie a expressão “tradução livre”, da qual muito se abusa para justificar traduções sem nexo) para os leitores deste blog que não entendem italiano (a maioria, eu imagino):
Se não te tivesse mais,
melhor morrer,
porque este silêncio
que nasce em volta de mim na tua ausência
faz com que eu me sinta
sozinho como um rio que caminha rumo ao fim,
isso tens de saber.
Por estas minhas palavras
podes compreender quanto te amo.
Amo-te para sempre
como ninguém no mundo jamais amou,
e eu sei que não me abandonarás,
não, não podes…
Eu posso dar-lhe, sabes, apenas o amor,
posso amar-te para sempre.
Mas, como o rio que caminha,
eu encontraria o fim se não te tivesse mais.
—
A segunda pessoa foi empregada na tradução em vista da necessidade da marca da pessoa nos verbos, usada com muita freqüência em italiano, para transmitir adequadamente o sentido sem deturpar em excesso a forma. E ainda acho que em italiano fica muito mais bonito.
O que isso parece? Um quartel-general onde se planeja uma incursão militar em território brasileiro?

É só o material de que um aluno do Ensino Médio precisa para estudar para uma prova de Geografia. Divertidíssimo.
Catedral, Muro, Portão de Brandemburgo, Reichstag… Galerias, museus, monumentos e palácios sem fim. Bicicletas acompanhadas de ciclovias trafegáveis e um povo de mau humor em virtude do rigoroso inverno. Não tenho como agradecer ao Governo Federal da Alemanha por pagar por esta extravagância, desde as passagens de avião até as refeições, nem aos torcedores da seleção de lá na Copa do Mundo, que construíram a primorosa oração que dá título a este post. Posso apenas bradar, agora que tenho os papéis em mãos, assinados e autenticados, que
EU VOU PARA BERLIM!
Prometo as fotos mais lindas já tiradas da capital alemã quando voltar 