Tecnologia


Ao contrário do que fiz quando da última vez em que o blog saiu do ar e retornou, não vou gastar palavras explicando os motivos. Vou guardar a inspiração para artigos realmente interessantes. Basta por ora informar ao leitor que ainda não nos tenha abandonado após tão longo silêncio que, com alguns megabytes de memória a mais e livre de outros encargos, o servidor que hospeda este blog desde o começo está rodando o WordPress de novo, atravessado o longo e tenebroso inverno.

Fora isso, dois acontecimentos potencialmente relevantes:

  • Após um surto de inspiração criativa com um nome (acreditem, isso é muito raro comigo, não pude ignorar), criei outro blog, este só para artigos relacionados ao Direito, direta ou indiretamente. Chama-se “Iuris Tantum”, em uma brincadeira com esta expressão latina que é empregada para designar presunções relativas de veracidade, as que admitem prova em contrário. Imagino que isso anule a utilidade da categoria “Direito” deste espaço; talvez também a da categoria “Arcadas”… mas só o tempo dirá.
  • Recobrando parte do meu lado geek após meses dissertando sobre tipicidade, antijuridicidade e culpabilidade, ônus processuais e tudo de mais lindo que a Faculdade e o estágio no Tribunal de Justiça têm a oferecer, criei uma conta no Twitter. Friends welcome.

A Microsoft deveria apostar mais na indústria do entretenimento. Isso porque, se tem uma coisa que eles sabem fazer direito - que, como você deve ter imaginado, não é programar - é divertir as pessoas. Não importa quanto tempo passe, eles jamais abrem mão da nobre tradição de garantir aos seus potenciais consumidores boas gargalhadas durante a demonstração de novos produtos.

Uma das vezes em que isso aconteceu foi no lançamento do Windows 98. O sistema operacional completamente Plug&Play, que nunca mais deixaria o seu computador travar e…

Bem, o funcionário que fez a demonstração ao lado do Tio Bill nunca mais foi visto.

Hoje, quase uma década mais tarde, a gigante de Redmond promove demonstrações do seu mais novo feito, o Windows Vista, que, além de todas as promessas que todos ouvem desde o Windows 3.1 for Workgroups, apresenta novos recursos fantásticos, como “reconhecimento” de voz.

Bom, a voz ele reconhece. Só falta reconhecer o que a voz disse. Mas também, o que você esperava? Se ao menos eles utilizassem técnicas de recrutamento de desenvolvedores, digamos, erm… menos coreográficas…

ANVNTIO VOBIS GAVDIVM MAGNVM: HABEMVS PLANET-2.0.

Sim, o Planeta Debian Brasil teve a configuração ajustada, a lista de feeds limpa e o software que roda por baixo atualizado. Sugestões são bem-vindas; no mais, diverti-vos.

Se você não tem idéia do que isso quer dizer, ignore (ou visite www.debian.org =P).

“Nunca coloque seu telefone celular em um forno de microondas, pois isto vai fazer com que a bateria exploda.” — LG

Depois não sabem por que ninguém lê manual de instruções…

Agora que o YouTube não corre mais risco de ser censur… err… bloqueado por ordem judicial visando à proteção da imagem de duas pessoas físicas contra a injúria e a difamação, e a tendência é Daniela Cicarelli voltar a desaparecer das manchetes, pelo menos na minha opinião e para minha felicidade, o Brasil já pode se concentrar em algo diferente. Não, não é com assistir ao vídeo da execução do santo ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein, mas sim à reinvenção do telefone, como Steve Jobs gostaria de chamar “a coisa”.

A Apple conseguiu, apenas com o anúncio do seu novo produto, batizado de iPhone (ainda que a Cisco Systems já tenha dado início a um processo judicial para impedir o uso do nome), derrubar as ações dos maiores fabricantes de telefones celulares do mundo. Imagine quando o produto for às lojas efetivamente… O excepcional marketing da Apple atacou mais uma vez. Sinceramente, no entanto, se for tudo o que Jobs mostrou que ele será, demonstração que pode ser vista graças ao vídeo publicado na Macworld, eu vou ter que suspender as minhas críticas, porque eu vou ser o primeiro a querer um.

Acho que estou me empolgando mais do que eu imaginava que poderia me empolgar com este blog. Ontem, ele foi montado em um provedor de hospedagem gratuita de que eu havia ouvido falar, que convenientemente instalava WordPress - o software responsável por este blog -, o que me deu a oportunidade de finalmente testá-lo direito. E eu gostei.

As gambiarras múltiplas de que eu havia me utilizado para combinar este domínio registrado (pastore.eng.br), redirecionamentos de e-mail e hospedagem, tudo em provedores gratuitos diferentes, começaram a gerar problemas, inclusive impedir que comentários fossem registrados aqui. Resumo da ópera: US$ 17,95 mais pobre, agora eu sou um feliz usuário de um servidor virtual dedicado da RimuHosting, que é, desde algo em torno das 2 da manhã (sim, horário de Brasília), o novo berço deste diário recém-nascido. Me admira o fato de eles terem disponibilizado acesso à máquina virtual com as especificações que eu pedi, com o sistema operacional que eu pedi, à hora que eu pedi, não mais que quatro minutos depois do registro do pedido. Faz jus ao lema deles: “Support worth raving about”.

Os comentários foram perdidos, no entanto, já que o provedor gratuito fez a gentileza de me impedir de copiar o banco de dados MySQL e o WordPress só consegue importar posts por feed RSS, não comentários, pelo menos até onde eu vi.

Se você não entendeu nada disso, simplesmente desconsidere. Isso não quer dizer nada: apenas que você não é tão geek quanto eu, o que, dependendo de quem você for, pode ser algo bom.