Sat 2 Jun 2007
É hoje, e é o dia no qual os italianos podem se lembrar de um dos maiores marcos da sua história recente. Após viver alternadamente a desgraça e a glória em guerras sangrentas de unificação, 23 anos de uma ditadura fascista inicialmente apoiada por um soberano desastrado e, finalmente, exatos 61 anos atrás, o referendo institucional que determinou a queda definitiva da monarquia, sob a Casa de Savoia, em favor da forma de governo republicana.
Não foi simples, com um país virado de pernas para o ar, envolvido nos dois lados de uma Guerra Mundial, e um processo eleitoral bastante conturbado e questionável. Entretanto, hoje acredito que a decisão tomada pela ínfima margem de cerca de 2 milhões de votos foi a correta, ou tão correta quanto possível, especialmente tendo em vista os inumeráveis escândalos em que Vittorio Emanuele, filho do Rei Umberto II, e toda a sua família se envolvem regularmente…
E viva la Repubblica Italiana!
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Fratelli d’Italia,
L’Italia s’è desta;
Dell’elmo di Scipio
S’è cinta la testa.
Dov’è la Vittoria?
Le porga la chioma;
Ché schiava di Roma
Iddio la creò.
Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
Italia chiamò.
Noi siamo da secoli
Calpesti, derisi,
Perché non siam popolo,
Perché siam divisi.
Raccolgaci un’unica
Bandiera, una speme;
Di fonderci insieme
Già l’ora suonò.
Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
Italia chiamò.
Uniamoci, amiamoci;
L’unione e l’amore
Rivelano ai popoli
Le vie del Signore.
Giuriamo far libero
Il suolo natio:
Uniti, per Dio,
Chi vincer ci può?
Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
Italia chiamò.
Dall’Alpe a Sicilia,
Dovunque è Legnano;
Ogn’uom di Ferruccio
Ha il core e la mano;
I bimbi d’Italia
Si chiaman Balilla;
Il suon d’ogni squilla
I Vespri suonò.
Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
Italia chiamò.
Son giunchi che piegano
Le spade vendute;
Già l’Aquila d’Austria
Le penne ha perdute.
Il sangue d’Italia
E il sangue Polacco
Bevé col Cosacco,
Ma il cor le bruciò.
Stringiamci a coorte!
Siam pronti alla morte;
Italia chiamò.
(versão original de Il canto degli Italiani, escrito por Goffredo Mameli e musicado por Michele Novaro em 1847, o que explica as divergências em relação à norma atual da língua italiana e ao próprio hino nacional)